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Não sei quando começou a necessidade de fazer listas, mas posso imaginar nosso antepassado mais remoto riscando na parede da caverna, à luz de uma tocha, signos que indicavam quanto de alimento havia sido estocado para o inverno que se aproximava ou, como somos competitivos, a relação entre nomes de integrantes da tribo e o número de caças abatidas por cada um deles. Se formos propor uma hermenêutica acerca do tema, talvez possamos afirmar que existem dois tipos de listas: as necessárias e as inúteis. Em muitos casos, dialeticamente, as necessárias tornam-se inúteis e as inúteis, necessárias. Tomemos dois exemplos. Todo mês, enumero as coisas que faltam na despensa de minha casa antes de me dirigir ao supermercado; essa lista arrolo na categoria das necessárias. Por outro lado, há pessoas que anotam suas metas para o ano que se inicia: começar a fazer ginástica, parar de fumar, cortar em definitivo o açúcar, ser mais solidário, menos intolerante... Essa elenco na categoria das inúteis. Feitas as compras, a lista do supermercado, necessária, torna-se então inútil. A lista contendo nossos desejos de sermos melhores para nós mesmos e para os outros, embora inútil, pois dificilmente a cumprimos, converte-se em necessária, porque estabelece um vínculo com o futuro, e nos projetar é uma forma de vencer a morte. Tudo isso para justificar o que se segue. Ninguém me perguntou, mas resolvi organizar uma lista dos melhores romances que li em minha vida — escolhi o número vinte, não por motivos místicos, mas porque talvez, pela amplitude, alinhave, mais que preferências intelectuais, uma história afetiva das minhas leituras. Enquadro-a na categoria das listas inúteis, mas, quem sabe, se consultada, municie discussões, já que toda escolha é subjetiva e aleatória, ou, na melhor das hipóteses, suscite curiosidade a respeito de um título ou de um autor. Ocorresse isso, me daria por satisfeito.

Assinale a opção que apresenta uma proposta de reescrita que seja gramaticalmente correta e mantenha o sentido do seguinte trecho do último parágrafo do texto 1A1-I: “Ocorresse isso, me daria por satisfeito”.
A
Quando isso acontece, estarei satisfeito.
B
Assim que isso acontessa, ficarei satisfeito.
C
Se isso acontecesse, eu me consideraria satisfeito.
D
Enquanto isso acontecer, eu continuarei satisfeito.
E
Mesmo que isso acontecesse, estaria satisfeito.

Analise a seguinte situação hipotética: Maria, casada, mãe de dois filhos, teve a terceira gestação aos quarenta e quatro anos. Quando estava na 13ª semana da gestação, descobriu que o feto era anencéfalo e, com 100% de certeza, não teria perspectiva de sobrevida. Imediatamente, Maria pensou em fazer um aborto, mas não tinha certeza se poderia em razão do direito fundamental à vida, previsto na Constituição Federal Brasileira. Após conversar com o médico, Maria acredita que poderá fazer o aborto, mediante comprovação por laudo médico da condição do feto, em razão de o Supremo Tribunal Federal já ter decidido sobre a matéria, entendendo favoravelmente ao aborto em algumas situações. Nesse caso, no que tange ao direito fundamental à vida previsto no artigo 5º da Constituição Federal, é correto afirmar que

A
por ser um direito fundamental, é absoluto, mas, nesse caso, diante da inexistência de perspectiva de sobrevida do feto, não há o que se falar em proteção do direito à vida.
B
por ser um direito fundamental, é absoluto e, na verdade, Maria não poderá fazer o aborto, mesmo com o laudo médico.
C
apesar de ser um direito fundamental, não é absoluto e, nesse caso, foi relativizado, dentre outros, pelos princípios da proporcionalidade e da dignidade da pessoa humana, em prol da proteção da mãe.
D
apesar de ser um direito fundamental, não é absoluto e sequer é considerado em uma situação como a apresentada no enunciado.
E
por ser um direito fundamental, não é absoluto, mas o princípio da dignidade da pessoa humana, considerado nesse caso pelo STF na proteção da mãe, está acima de qualquer outro direito fundamental.
Texto associado

Agenor conduzia sua motocicleta em via pública sem usar capacete quando foi parado e abordado, em blitz, pelo agente de trânsito Roberto, funcionário público do Departamento de Trânsito (DETRAN). Para que não fosse multado pelo agente, Agenor prometeu a Roberto vantagem indevida, comprometendo-se a entregar 400 reais ao agente na semana seguinte ao ocorrido.

Considerando essa situação hipotética, julgue o item a seguir.

Roberto incorrerá em crime de extorsão se empregar violência ou grave ameaça para exigir o dinheiro prometido, caso este tenha sido aceito, mas não tenha sido pago.

C
Certo
E
Errado

No Microsoft Word 2010 é possível combinar revisões de vários autores em um único documento através da guia

A
Revisão, no grupo Associar.
B
Desenvolvedor, no grupo Aceitar.
C
Desenvolvedor, no grupo Restringir Edição.
D
Revisão, no grupo Ajustar.
E
Revisão, no grupo Comparar.
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Borderline: o transtorno que faz pessoas irem do "céu ao inferno" em horas

Tatiana Pronin

Uma alegria contagiante pode se transformar em tristeza profunda em um piscar de olhos porque alguém "pisou na bola". O amor intenso vira ódio profundo, porque a atitude foi interpretada como traição; o sentimento sai de controle e se traduz em gritos, palavrões e até socos. E, então, bate uma culpa enorme e o medo de ser abandonado, como sempre. Dá vontade de se cortar, de beber e até de morrer, porque a dor, o vazio e a raiva de si mesmo são insuportáveis. As emoções e comportamentos exaltados podem dar uma ideia do que vive alguém com transtorno de personalidade borderline (ou "limítrofe").

 Reconhecido como um dos transtornos mais lesivos, leva a episódios de automutilação, abuso de substâncias e agressões físicas. Além disso, cerca de 10% dos pacientes cometem suicídio. Além da montanha-russa emocional e da dificuldade em controlar os impulsos, o borderline tende a enxergar a si mesmo e aos outros na base do "tudo ou nada", o que torna as relações familiares, amorosas, de amizade e até mesmo a com o médico ou terapeuta extremamente desgastantes.

Muitos comportamentos do "border" (apelido usado pelos especialistas) lembram os de um jovem rebelde sem tolerância à frustração. Mas, enquanto um adolescente problemático pode melhorar com o tempo ou depois de uma boa terapia, o adulto com o transtorno parece alguém cujo lado afetivo não amadurece nunca.

Ainda que seja inteligente, talentoso e brilhante no que faz, reage como uma criança ao se relacionar com os outros e com as próprias emoções — o que os psicanalistas chamam de "ego imaturo". Em muitos casos, o transtorno fica camuflado entre outros, como o bipolar, a depressão e o uso abusivo de álcool, remédios e drogas ilícitas.

De forma resumida, um transtorno de personalidade pode ser descrito como um jeito de ser, de sentir, se perceber e se relacionar com os outros que foge do padrão considerado "normal" ou saudável. Ou seja, causa sofrimento para a própria pessoa e/ou para os outros. Enquadrar um indivíduo em uma categoria não é fácil — cada pessoa é um universo, com características próprias. [...]

O diagnóstico é bem mais frequente entre as mulheres, mas estudos sugerem que a incidência seja igual em ambos os sexos. O que acontece é que elas tendem a pedir mais socorro, enquanto os homens são mais propensos a se meter em encrencas, ir para a cadeira ou até morrer mais precocemente por causa de comportamentos de risco. Quase sempre o transtorno é identificado em adultos jovens e os sintomas tendem a se tornar atenuados com o passar da idade.

Transtornos de personalidade são diferentes de transtornos mentais (como depressão, ansiedade, transtorno bipolar, psicose etc.), embora seja difícil para leigos e desafiante até para especialistas fazer essa distinção, já que sobreposições ou comorbidades (existência de duas ou mais condições ao mesmo tempo) são muito frequentes. Não é raro que o borderline desenvolva transtorno bipolar, depressão, transtornos alimentares (em especial a bulimia), estresse pós-traumático, déficit de atenção/hiperatividade e transtorno por abuso de substâncias, entre outros. [...]

O paciente borderline sofre os períodos de instabilidade mais intensos no início da vida adulta. Há situações de crise, ou maior descontrole, que podem até resultar em internações porque o paciente coloca sua própria vida ou a dos outros em risco. Por volta dos 40 ou 50 anos, a maioria dos "borders" melhora bastante, probabilidade que aumenta se o paciente se engaja no tratamento. [...]

 A personalidade envolve não só aspectos herdados, mas também aprendidos, por isso a melhora é possível, ainda que seja difícil de acreditar no início. Se a psicoterapia é importante para ajudar o bipolar a identificar uma virada e evitar perdas, no transtorno de personalidade ela é o carro-chefe do tratamento. [...]

Medicamentos ajudam a aliviar os sintomas depressivos, a agressividade e o perfeccionismo exagerado, e são ainda mais importantes quando existe um transtorno mental associado. Os fármacos mais utilizados são os antidepressivos (flluoxetina, escitalopram, venlafaxina etc.), os estabilizadores de humor (lítio, lamotrigina, ácido valproico etc.), os antipsicóticos (olanzapina, risperidona, quietiapina etc.) e, em situações pontuais, sedativos ou remédios para dormir (clonazepan, diazepan, alprazolan etc.). Esses últimos costumam ser até solicitados pelos pacientes, mas devem ser evitados ao máximo, porque podem afrouxar o controle dos impulsos, assim como o álcool, além de causarem dependência. [...]

Disponível em:

https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2018/04/16/borderlinea-doenca-que-faz-10-dos-diagnosticados-cometerem-suicidio.htm. Acesso em: 04 jan. 2021. 

Assinale a alternativa em que haja um verbo de ligação com valor de “mudança de estado”.

A

“O amor intenso vira ódio profundo, [...]”.

B

“[...] a dor, o vazio e a raiva de si mesmo são insuportáveis.”

C

“[...] o transtorno fica camuflado [...]”.

D

“O paciente borderline sofre os períodos de instabilidade mais intensos no início da vida adulta.”.

E

“[...] o adulto com o transtorno parece alguém cujo lado afetivo não amadurece nunca.”.

Texto associado

Com base na leitura da tirinha, assinale a alternativa correta.
A
Na tirinha, o humor é motivado pela polissemia da forma gerúndio “tomando” que provoca o humor. O verbo “tomar” (no contexto, intransitivo) recebe complementos com sentidos distintos, a partir da interpretação divergente feita por pai e filho.
B
Na tirinha, o humor é motivado pela polissemia da forma gerúndio “tomando” que provoca o humor. O verbo “tomar” (no contexto, transitivo indireto) recebe complementos com sentidos distintos, a partir da interpretação divergente feita por pai e filho.
C
Na tirinha, o humor é motivado pela polissemia da forma gerúndio “tomando” que provoca o humor. O verbo “tomar” (no contexto, transitivo direto) recebe complementos com sentidos distintos, a partir da interpretação divergente feita por pai e filho.
D
Na tirinha, o humor é motivado pela polissemia da forma gerúndio “tomando” que provoca o humor. O verbo “tomar” (no contexto, transitivo direto) recebe complementos com sentidos distintos, a partir da interpretação divergente feita por pai e filho.
E
Na tirinha, o humor é motivado pela polissemia da forma do particípio “tomando” que provoca o humor. O verbo “tomar” (no contexto, intransitivo) recebe complementos com sentidos distintos, a partir da interpretação divergente feita por pai e filho.
Texto associado

Plantas tóxicas: lindas e perigosas 

O hábito de cultivar plantas em jardins dentro e fora de casa cresceu durante os meses de pandemia de covid-19. As espécies escolhidas são as mais variadas, indo de flores a ervas aromáticas, de plantas ornamentais a árvores frutíferas. Entretanto, além de tornarem os ambientes mais bonitos e os pratos mais aromáticos, as plantas possuem características químicas que podem fazer com que sejam tóxicas para pessoas e animais.

Segundo afirma a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Brasil, a cada dez casos de intoxicação por plantas, seis ocorrem em crianças com menos de 10 anos de idade, mas as vítimas de envenenamento por plantas não são apenas crianças. Animais domésticos, adultos e até mesmo animais de fazenda podem ser expostos a esse tipo de acidente. Ou seja, a convivência com plantas potencialmente tóxicas requer cuidados preventivos.

Conhecer quais são as espécies potencialmente venenosas deve ser o primeiro passo para prevenção de intoxicações. Ainda segundo a Fiocruz, as campeãs de acidentes no Brasil são comigo-ninguém-pode, bico-de-papagaio, espirradeira, taiobabrava, tinhorão, chapéu-deNapoleão, coroa-de-Cristo, saia-branca etc. Saber identificar essas plantas é essencial no caso de um acidente. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Fiocruz possuem informação sobre a identificação dessas plantas em seus sites.

Para a prevenção e para a resposta aos acidentes também é importante conhecer quais são as reações causadas pelo contato com plantas venenosas. As respostas do organismo ao contato com as substâncias venenosas são diversas e podem depender de fatores como a idade e tamanho do paciente, questões de saúde (como a presença de alergias) e o tempo e via de exposição ao agente tóxico.

Segundo o Centro de Intoxicações da Califórnia, as plantas tóxicas podem ser classificadas em cinco graus de perigo:

  • Nível 1: pertencem ao nível 1 as plantas que causam apenas uma reação alérgica na pele, (vermelhidão, coceira, bolhas etc.);

  • Nível 2a: estão as espécies que, por meio do contato de sua seiva com as mucosas, incluindo a boca, ocasionam dor e irritação. O quadro pode se agravar, com a presença de problemas respiratórios;

  • Nível 2b: engloba as plantas que possuem oxalato de cálcio em sua seiva. Elas são responsáveis por causar reações tardias nos rins, náuseas, vômitos e diarreias (pertence a esse grupo, por exemplo, a campeã de intoxicações comigo-ninguém-pode);

  • Nível 3: nesse nível estão as espécies que, se ingeridas, causam reações moderadas, como náusea, vômito e diarreia, mas não oferecem risco de vida;

  • Nível 4: aquelas que podem levar à morte. Sua ingestão pode afetar os rins, o coração, o fígado e o cérebro e requer atendimento médico imediato.

Em caso de acidentes com plantas, contate o centro de intoxicações mais próximo.

Texto adaptado de: https://drauziovarella.uol.com.br/toxicologia/plantas-toxicas-lindase-perigosas/. Acesso em: 03 nov. 2020.

Sobre o período “O hábito de cultivar plantas em jardins dentro e fora de casa cresceu durante os meses de pandemia.”, assinale a alternativa correta.
A
A expressão “de cultivar plantas” é um objeto indireto.
B
A expressão “O hábito” é um objeto direto.
C
O verbo “cultivar” é intransitivo.
D
O verbo “cresceu” é intransitivo.
E
A expressão “em jardins” é objeto indireto.

Em todas as frases abaixo houve a utilização do advérbio onde. Assinale a opção que apresenta a frase em que, segundo a gramática tradicional, deveria ser usada a forma mais adequada aonde.

A
Felicidade é um lugar onde você pode pousar, mas não pode fazer seu ninho.
B
Se você já construiu castelos no ar, não tenha vergonha deles. Estão onde devem estar.
C
Quantas vezes eu descobri onde eu deveria ir apenas por partir para algum outro lugar.
D
O importante da vida não é a situação onde estamos, mas a direção para a qual nos movemos.
E
Um bom lugar para você começar é de onde você está.
Texto associado

...

O quadro de incertezas imposto pela pandemia de covid-19 deixou especialistas em alerta com relação a alguns
vícios presentes entre os brasileiros, como o tabagismo e o alcoolismo. O aumento significativo no consumo dessas drogas
durante este período preocupa o professor do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da UFMG,
Frederico Garcia, coordenador do Centro de Referência em Drogas da universidade, que estima uma possível epidemia de
dependência química após a atual situação sanitária.
Em pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz em 2020, 18% dos entrevistados relataram aumento no
consumo de álcool e 34%, de tabaco.
Segundo o professor Frederico Garcia, isso pode ser explicado pelo isolamento social exigido durante a pandemia
e a consequente restrição de liberdade. “Esse consumo pode vir como um remédio assintomático que tem consequências
a longo prazo”, afirma. Ainda segundo ele, já existem estudos que acompanharam contextos de guerras e epidemias e
verificaram sua relação com o aumento no consumo de drogas.
Há quem diga que uma dose de vinho ou um cigarro por dia não faz mal a ninguém, mas o segredo está na genética
de cada pessoa. A tendência de se desenvolver um vício por álcool ou tabaco pode se tornar real com o primeiro contato
com a droga. “A pessoa que tem essa predisposição genética deve fazer todo o esforço para evitar o consumo precoce e
diário dessas substâncias, porque o risco de se tornar dependente é significativo e importante”, frisa o professor.
O professor explica que as populações de baixa renda, do sexo masculino e de maior idade são os principais alvos
do tabagismo, diferentemente das bebidas alcoólicas, cujo consumo envolve, geralmente, adolescentes entre catorze e
quinze anos de idade de maior renda, sendo o núcleo familiar o principal meio de iniciação ao vício.
Com o passar dos anos, o que era um uso temporário se transforma em dependência e, na falta da droga, surge a
síndrome de abstinência como um dos principais problemas a serem enfrentados. A ausência da droga no organismo
resulta no aumento da atividade do sistema nervoso, que deixa o indivíduo inquieto e incomodado. Em alguns casos,
pode-se chegar a situações de agressividade e culminar com problemas físicos, como convulsões e alteração da pressão
arterial. “A abstinência é uma urgência clínica que precisa ser avaliada e tratada porque ela pode ser, em alguns casos, até
mortal”, avalia o professor.
Além da abstinência, as drogas também podem desenvolver outros transtornos. No caso do tabaco, a nicotina é
a principal atuante no organismo e pode causar hipertensão, afetar o metabolismo da glicose e gordura e alterar o apetite.
Já o álcool afeta os processos inflamatórios e provoca esteatose hepática, ou seja, um acúmulo de gordura no fígado.
Os primeiros passos para o tratamento de dependências como o tabagismo e o alcoolismo é reconhecer o vício,
suas consequências negativas e optar por uma mudança de hábitos. Após o diagnóstico, é preciso compreender o papel
da droga no cotidiano do indivíduo e o que impulsiona o seu uso recorrente.
Acompanhamento médico e terapia farmacológica com o auxílio de remédios também são necessários, uma vez
que podem agir para controlar a síndrome de abstinência e impedir o avanço de doenças psiquiátricas. O contato frequente
com parentes e amigos, mesmo de forma remota, nestes tempos de pandemia, pode amenizar o estresse diário para que
se evite o consumo de bebidas alcoólicas e cigarros.

Internet: <medicina.ufmg.br> (com adaptações).

Assinale a alternativa em que é apresentada proposta de reescrita gramaticalmente correta e coerente para o seguinte trecho do texto: “No caso do tabaco, a nicotina é a principal atuante no organismo e pode causar hipertensão” (linhas 25 e 26).

A
Falando do tabaco, a nicotina é o que principalmente atua no organismo podendo causar hipertensão
B
Tratando-se do tabaco, a nicotina, sua principal atuante no organismo, podendo causar hipertensão
C
Ao se referir ao tabaco, a nicotina é principalmente atuante no organismo e pode causar hipertensão
D
No que se refere ao tabaco, a nicotina vem à ser a principal atuante no organismo, podendo causar hipertensão
E
Em se tratando do tabaco, a principal substância atuante no organismo é a nicotina, que pode causar hipertensão

A correção e os sentidos do texto seriam preservados caso o trecho "até a menos sofisticada das recriações de uma língua a outra não se faz palavra por palavra" fosse reescrito da seguinte maneira: não se traduz palavra por palavra nem mesmo os textos mais simples.

C
Certo
E
Errado
Texto associado

...

O quadro de incertezas imposto pela pandemia de covid-19 deixou especialistas em alerta com relação a alguns
vícios presentes entre os brasileiros, como o tabagismo e o alcoolismo. O aumento significativo no consumo dessas drogas
durante este período preocupa o professor do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da UFMG,
Frederico Garcia, coordenador do Centro de Referência em Drogas da universidade, que estima uma possível epidemia de
dependência química após a atual situação sanitária.
Em pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz em 2020, 18% dos entrevistados relataram aumento no
consumo de álcool e 34%, de tabaco.
Segundo o professor Frederico Garcia, isso pode ser explicado pelo isolamento social exigido durante a pandemia
e a consequente restrição de liberdade. “Esse consumo pode vir como um remédio assintomático que tem consequências
a longo prazo”, afirma. Ainda segundo ele, já existem estudos que acompanharam contextos de guerras e epidemias e
verificaram sua relação com o aumento no consumo de drogas.
Há quem diga que uma dose de vinho ou um cigarro por dia não faz mal a ninguém, mas o segredo está na genética
de cada pessoa. A tendência de se desenvolver um vício por álcool ou tabaco pode se tornar real com o primeiro contato
com a droga. “A pessoa que tem essa predisposição genética deve fazer todo o esforço para evitar o consumo precoce e
diário dessas substâncias, porque o risco de se tornar dependente é significativo e importante”, frisa o professor.
O professor explica que as populações de baixa renda, do sexo masculino e de maior idade são os principais alvos
do tabagismo, diferentemente das bebidas alcoólicas, cujo consumo envolve, geralmente, adolescentes entre catorze e
quinze anos de idade de maior renda, sendo o núcleo familiar o principal meio de iniciação ao vício.
Com o passar dos anos, o que era um uso temporário se transforma em dependência e, na falta da droga, surge a
síndrome de abstinência como um dos principais problemas a serem enfrentados. A ausência da droga no organismo
resulta no aumento da atividade do sistema nervoso, que deixa o indivíduo inquieto e incomodado. Em alguns casos,
pode-se chegar a situações de agressividade e culminar com problemas físicos, como convulsões e alteração da pressão
arterial. “A abstinência é uma urgência clínica que precisa ser avaliada e tratada porque ela pode ser, em alguns casos, até
mortal”, avalia o professor.
Além da abstinência, as drogas também podem desenvolver outros transtornos. No caso do tabaco, a nicotina é
a principal atuante no organismo e pode causar hipertensão, afetar o metabolismo da glicose e gordura e alterar o apetite.
Já o álcool afeta os processos inflamatórios e provoca esteatose hepática, ou seja, um acúmulo de gordura no fígado.
Os primeiros passos para o tratamento de dependências como o tabagismo e o alcoolismo é reconhecer o vício,
suas consequências negativas e optar por uma mudança de hábitos. Após o diagnóstico, é preciso compreender o papel
da droga no cotidiano do indivíduo e o que impulsiona o seu uso recorrente.
Acompanhamento médico e terapia farmacológica com o auxílio de remédios também são necessários, uma vez
que podem agir para controlar a síndrome de abstinência e impedir o avanço de doenças psiquiátricas. O contato frequente
com parentes e amigos, mesmo de forma remota, nestes tempos de pandemia, pode amenizar o estresse diário para que
se evite o consumo de bebidas alcoólicas e cigarros.

Internet: <medicina.ufmg.br> (com adaptações).

Assinale a alternativa correta acerca de aspectos linguísticos do texto.

A
O emprego de vírgula após “34%” (linha 7) justifica-se por indicar elipse.
B
O sujeito da oração “já existem estudos” (linha 10) é indeterminado.
C
No segmento “Há quem diga que uma dose de vinho ou um cigarro por dia não faz mal a ninguém” (linha 12), identifica-se verbo flexionado no futuro do subjuntivo.
D
A oração “mas o segredo está na genética de cada pessoa” (linhas 12 e 13) classifica-se como coordenada explicativa.
E
No segmento “podem agir para controlar a síndrome de abstinência e impedir o avanço de doenças psiquiátricas” (linha 32), a conjunção “e” liga por coordenação duas orações adverbiais de sentido causal.
Texto associado

...

O quadro de incertezas imposto pela pandemia de covid-19 deixou especialistas em alerta com relação a alguns
vícios presentes entre os brasileiros, como o tabagismo e o alcoolismo. O aumento significativo no consumo dessas drogas
durante este período preocupa o professor do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da UFMG,
Frederico Garcia, coordenador do Centro de Referência em Drogas da universidade, que estima uma possível epidemia de
dependência química após a atual situação sanitária.
Em pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz em 2020, 18% dos entrevistados relataram aumento no
consumo de álcool e 34%, de tabaco.
Segundo o professor Frederico Garcia, isso pode ser explicado pelo isolamento social exigido durante a pandemia
e a consequente restrição de liberdade. “Esse consumo pode vir como um remédio assintomático que tem consequências
a longo prazo”, afirma. Ainda segundo ele, já existem estudos que acompanharam contextos de guerras e epidemias e
verificaram sua relação com o aumento no consumo de drogas.
Há quem diga que uma dose de vinho ou um cigarro por dia não faz mal a ninguém, mas o segredo está na genética
de cada pessoa. A tendência de se desenvolver um vício por álcool ou tabaco pode se tornar real com o primeiro contato
com a droga. “A pessoa que tem essa predisposição genética deve fazer todo o esforço para evitar o consumo precoce e
diário dessas substâncias, porque o risco de se tornar dependente é significativo e importante”, frisa o professor.
O professor explica que as populações de baixa renda, do sexo masculino e de maior idade são os principais alvos
do tabagismo, diferentemente das bebidas alcoólicas, cujo consumo envolve, geralmente, adolescentes entre catorze e
quinze anos de idade de maior renda, sendo o núcleo familiar o principal meio de iniciação ao vício.
Com o passar dos anos, o que era um uso temporário se transforma em dependência e, na falta da droga, surge a
síndrome de abstinência como um dos principais problemas a serem enfrentados. A ausência da droga no organismo
resulta no aumento da atividade do sistema nervoso, que deixa o indivíduo inquieto e incomodado. Em alguns casos,
pode-se chegar a situações de agressividade e culminar com problemas físicos, como convulsões e alteração da pressão
arterial. “A abstinência é uma urgência clínica que precisa ser avaliada e tratada porque ela pode ser, em alguns casos, até
mortal”, avalia o professor.
Além da abstinência, as drogas também podem desenvolver outros transtornos. No caso do tabaco, a nicotina é
a principal atuante no organismo e pode causar hipertensão, afetar o metabolismo da glicose e gordura e alterar o apetite.
Já o álcool afeta os processos inflamatórios e provoca esteatose hepática, ou seja, um acúmulo de gordura no fígado.
Os primeiros passos para o tratamento de dependências como o tabagismo e o alcoolismo é reconhecer o vício,
suas consequências negativas e optar por uma mudança de hábitos. Após o diagnóstico, é preciso compreender o papel
da droga no cotidiano do indivíduo e o que impulsiona o seu uso recorrente.
Acompanhamento médico e terapia farmacológica com o auxílio de remédios também são necessários, uma vez
que podem agir para controlar a síndrome de abstinência e impedir o avanço de doenças psiquiátricas. O contato frequente
com parentes e amigos, mesmo de forma remota, nestes tempos de pandemia, pode amenizar o estresse diário para que
se evite o consumo de bebidas alcoólicas e cigarros.

Internet: <medicina.ufmg.br> (com adaptações).

No que diz respeito à pontuação no texto, estariam preservadas a correção gramatical e a coerência do texto caso fosse inserida uma vírgula após o termo

A
“covid-19” (linha 1).
B
“estudos” (linha 10).
C
“vinho” (linha 12).
D
“gordura” (linha 26).
E
“álcool” (linha 27).
No que concerne à prisão em flagrante, à prisão temporária e à prisão preventiva, assinale a alternativa correta, nos estritos termos legais e constitucionais.
A
Nenhuma delas tem prazo máximo estabelecido em lei.
B
A primeira pode ser realizada pela autoridade policial, violando domicílio e sem ordem judicial, a qualquer horário do dia ou da noite.
C
A segunda somente é cabível em crimes hediondos ou assemelhados, podendo durar 30 (trinta) ou 60 (sessenta) dias.
D
A segunda demanda ordem judicial e prévio parecer favorável do Ministério Público.
E
A terceira pode ser decretada de ofício pelo Juiz durante o inquérito policial.
Texto associado
As condenadas terão direito à visita íntima ao menos uma vez por mês, desde que seu cônjuge ou seu(ua) parceiro(a) apresente, obrigatoriamente, certidão de casamento ou declaração de união estável, respectivamente.
As condenadas terão direito à visita íntima ao menos uma vez por mês, desde que seu cônjuge ou seu(ua) parceiro(a) apresente, obrigatoriamente, certidão de casamento ou declaração de união estável, respectivamente.
C
Certo
E
Errado

Acerca das penas aplicáveis a indivíduo flagrado com pequena quantidade de cocaína para consumo pessoal, sem autorização legal, julgue os itens a seguir. Nesse caso, a pena é de prestação de serviços à comunidade pelo prazo de cinco meses, se o usuário for primário, ou de dez meses, em caso de reincidência.

C
Certo
E
Errado